Segunda-feira

regresso



como a ave que adormece
entre as mãos do poeta

retorno ao húmus da terra
exangue para
remoçar
entre as pedras e as árvores
densas

da barbárie

-pascal renoux.

19 comentários:

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  1. o descanso da vida

  2. um regresso que já se fazia tardio aos olhos da espera.

    Bem-vinda!

  3. (sabes que gosto de escrever uns textinhos meio aparvalhados onde as personagens fazem o impensável! Talvez por não ser assim mas uma eterna previsível ehehehe. Contudo, o gozo que dá em inventar situações mirabolantes... eu cá rio-me bastante e isso é o quanto basta.Quanto aos meus lusitanos, estão em casa a ser reescritos porque quero dar uma volta naquilo. E vivam os Deuses, as situações caricatas e tudo o mais que se possa - talvez arranjar uma paixão pelo meio? não será mal pensado! Tenho de imaginar uma bastante obcessiva - umas ideias estão a escorrer neste momento mas não conto!)

    Toma lá tu um beijo e uma lambidela ao novo cão!

  4. o teu regresso era adivinhável sobre as águas.


    e eu sedenta____________bebo-O!

  5. Regresso...ao húmus da amizade, sob o peito onde se escuta o gemido dos corações ou o canto do mar...num búzio de Istambl!
    Bjs amigos/amiga,

    joão rasteiro

  6. ... no segredo dos búzios ... se entre-ouve o mar do mundo.

    Gosto "bué" dos teus posts. De todos, sem excepção.

    Quando fores à "INVICTA" lembra-te de me dizer.

    Até lá, deixo-te abraços por aqui.

  7. na impossibilidade

    do renascimento

    re fazer a voz

    ventre mather

    _____
    um beijo imensíssimo Gaby

  8. eu queria ser a ave...


    (p.s. não percebi a relação de deus com a netcabo, mas ele tb não me ouve...)

    beijo, Gabi

  9. o teu canto é sempre um bálsamo, com imagens lindissimas que abraçam as tuas palavras, com amor...

    bjs Gabriela

  10. Belissimo espaço este que encontrei por aqui. O sentido estético é quase perfeito.
    Muitos parabéns.
    Cumpts,
    Cristina Fernandes

  11. deixas-me ficar aqui, quieta e calada, com as árvores?



    um beijo.

  12. prendo-me ao chão com garras de ave rapina.
    dela nada roubo!
    apenas me esteio,
    fico de pé!
    a areia quer libertar-se
    entre unhas que se cerram,
    fortes!
    fundo a terra
    e nela me incorporo.
    até de me tornar pó,
    continuarei em pé!

    (sinto-me em falta)
    beijo, gabriela

    luísa

  13. Uma ave nas tuas mãos

    só pode voar por escrito

  14. subs
    tância

    [sobre
    a
    distância]




    *abraço*

  15. esplêndido

    !

    (limito-me ao essencial. Contemplo)



    ___________________________ um beijo Gabriela



    iv

  16. quando as àrvores se enclinam
    as aves esquecem-se de voar...


    beijo imenso

  17. em sossego...
    sem que se me movam sentidos
    ou respire...

    em silêncio!...

  18. no sulco do mundo , junto à seiva do vento , brota o hoje morto de ontem.
    Bj.

  19. sempre lindíssimo este espaço Seu, Gabriela.

    parabéns.

    não sei dizer mais nada...

    um bom fim de semana.

    um beijo.

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não mais
o sentimento
de termos sido
caudal de lava

ou chuva

encosta abaixo
- gabriela r martins