Segunda-feira

cante dezanove . a noite

sobre os meus braços
os nossos corpos descansam
no único lugar onde o dia e a noite cegam e
a violência do sol cobre de musgo os teus ombros

............a lua pousa os pés sobre um casaco de vento

é cedo
muito cedo............ amor
as tempestades com fundem o meu corpo no teu e
tu deslizas ao encontro do a manhe ser
lá fora
dentro de nós
o silêncio inclina.se sobre a almofada dolente do desejo e
os nossos corpos abertos
fecham.se no encontro das cúpulas solares
ninguém
se tem num tempo de esperas e
tu ousas o sopro breve que me com funde
na mutação dos teus cabelos

é tempo
de esconder o peito nas sombras do en tarde ser
deixar a noite abrir.nos em igual compasso ou
moer em pranto a terra sedenta

............nós

alheados ao trabalho das vagas
oscilaremos sobre as escarpas que
esconderão em nossas bocas
a lucidez de a mar
enquanto íntimas
as máquinas desabitarão as memórias


-ken weissblum.

14 comentários:

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  1. Um belo poema de Amor!
    Intensidade e beleza neste conjunto de imagens.

    Um beijo

  2. melancólico, e apesar da linguagem !
    um beijo , POETA
    ________ JRMARTO

  3. ninguém se tem...


    talvez porque "a lua pousa os pés sobre um casaco de vento"...


    tão belo! tudo!


    um beijo gabriela.

  4. Sob os meus olhos/as tuas palavras queimam...
    Bj. amigo/amiga

    joão rasteiro

  5. Bom, quemadre, e sabes que quando digo, penso e sinto.

    Mas nem assim resisto a brincar - tu deslizas ao encontro do a manhe ser - a manhe ser vem de amanhar ou de manha? tenho de perguntar a um compadre arredio. ;)

    Beijos

    Boa arte. :)

  6. ah! finalmente um poema de amor onde não existe a amargura!

  7. Nunca é cedo

    num tempo de espera

    Belo amiga

  8. ah!quando a noite se abre em compasso igual
    e sobre ombros de musgo plastificas o amar.

    _____
    beijo, imensíssimo Gaby

  9. na noite, também as memórias se confundem...


    (nada como a persistência!)

    um beijo, Gabriela

  10. Seu blog é apaixonante!!!

    :)

  11. bel.íssimo

    a ser paixão crescente, todos os dias, a todas as horas neste canto que de chão tem tanto

    nas asas de um voo.

    um bom fim de semana. um beijo, g.

  12. *astro

    que

    sulca

    a pele*

  13. Quando quero encher meus olhos ressequidos de beleza, venho aqui... O modo como fazes valsar poema e arte é de um dueto impecável. Katyuscia Carvalho

  14. roubei o mergulho....:) porque mergulhar no teu manto é ser tua aia......raínha!



    beijos. respeitosos e sempre em admiração!





    (piano)

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não mais
o sentimento
de termos sido
caudal de lava

ou chuva

encosta abaixo
- gabriela r martins