Sexta-feira

diálogos cúmplices 3.somos muito mais memórias do que almas

-à Isabel M Ferreira
,porque há "palavras" que deixam impressão digital

às vezes as máscaras vestem o medo .às vezes não . às vezes as melissas alvitram as histórias .às vezes não .às vezes despem as asas e deixam.nas penduradas nas solidões humanas .somos nós .os apicultores das odisseias marítimas que inventam cartas de marear .assistimos à dança das tormentas e inventamos monstros que pululam as vagas do desassossego .o mito transforma.nos .somos muito mais memórias do que almas .às vezes carecemos de definições a fim de persistir os diálogos .às vezes não .às vezes precisamos do tu como forma perfeita de comunicar .biografica mente somos o outro .um Pessoa sem história pessoal .a realidade antevista em direcção ao presente .insignificantes na avidez cosida em solidões de cafés e não reconhecidos no pós ser . amestrados .às vezes amamos por distracção .às vezes não .as epístolas tecem as rendas dum futuro cristalizado no presente .sugamo.lo e desenhamos em palavras a matéria sublime .re definimo.la.
às vezes somos um mapa de antecipações .às vezes não

-heinz zander.

15 comentários:

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  1. às vezes ao crepúsculo cruzamo-nos com o espelho. então interpelamos as sombras. enumeramos os erros. dispensamos as máscaras. depois perguntamos para que serve a memória quando formos apenas desperdício. e estremece-nos uma pergunta: a quem legaremos a herança dos segredos?





    belissímamente dedicado.




    beijo em ti.

  2. às vezes consigo comentar. outras vezes não.

    apenas um abraço para ti e para a Isabel

  3. Já tinha saudades destas palavras. Tão densas. Tão simples ao mesmo tempo. Tão tuas!

  4. A força das imagens sempre a tentar sobrepor-se às palavras...
    Desta vez não! São as palavras que se agigantam e deixam as suas marcas impressas em nós.

    Obrigada!

    Um beijo

  5. e às vezes ____________tantas somos muito mais alma que luz.
    porque a memória é um labirinto que o tempo vai atraiçoando na sua fome icónica de dedos apontados ao desbaste da ideia.

    porém hoje...sem saber que estava por aqui sou muito mais Obrigada e sensibilizada.


    Raínha.

    .

    às vezes _____________muitas fico sem jeito. como por exemplo_________agora.


    beijo-te.

  6. Às vezes...esquecemos a limitação de sermos gente, isto é, pouco ou nada.
    Às vezes...iludimo-nos com a magnificência opulenta que nos trazem em bandejas de duvidosa franqueza.
    Às vezes...perdemos a noção do tempo, que este se encarrega de rapidamente desvendar em toda a sua crueza impiedosa.

    Às vezes...quantas vezes?

  7. legados da memória

    a persistencia dos diálogos

    como cartas de marear
    .
    .
    .
    e tão bem o dizes

    biografica

    mente
    epístolar

    __--

    deixo-te mãos de sol
    e um beijo terníssimo

  8. Às vezes somos mais amigos

    damos um abraço

    que na verdade

    é uma transfusão de sangue

    Muito belo Gabriela

    Bjs

  9. E o que é a alma, senão o conjunto de todas as memórias?
    Homenagem primorosa! Aposto que a Isabel caminha nas nuvens.
    Um beijo!

    P.S.: Imagens fantásticas! Grande artista.

    P.P.S.: Sobre o clipe acima:
    A canção no seu melhor estilo, grande cantor, orquestra fantástica e ótimo arranjo.

  10. Que dizer mais ? Belíssimo... querida Amiga! "somos mais memória do que alma", sim...e um coração que vive só pela memória. Li, lá em cima, o comentário de Maria José Quintela e deparei-me com uma ideia que me baila sempre cá dentro :" a quem legaremos a herança dos nossos segredos?". Quem terá memória das nossas memórias ?

    Um beijo, grande.

  11. Adeus tristeza, até depois
    Chamo-te alegria por sentir que entre os dois
    Cada vez mais há a fazer ou poetar
    Chegou a hora de renovar

    Bjs. amigos/amiga,

    joão

  12. às vezes
    não são precisas as palavras demais
    às vezes... melhor o silêncio
    toque
    olhar
    às vezes
    as palavras não chegam...

  13. .
    .

    amo cada uma de vós em torno da vossa impressão digital

    única

    isa e gabriela
    meus dois anjos
    entre as palavras
    respirantes

    bjo-vos

  14. fico lá em cima

    colada

    incessante a procura de barcos.

    ___ ... antes de uma noite definitiva

    ascético o meu beijo

  15. belíssima a imagem do vento a estender os corpos.




    o meu beijo gabriela.

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não mais
o sentimento
de termos sido
caudal de lava

ou chuva

encosta abaixo
- gabriela r martins