Quinta-feira

[ (des)construção ] .-como o indiferente pode ser mortal

.
.
.



............................................................................................20 de outubro


indiferente ou não aos gritos que
a rodeiam
a palavra liberta.se do cordão umbilical
nada a perturba a não ser o acento que
volta e meia a faz cirandar sobre a folha que
não consegue agarrá.la
um sufôco bárbaro subjaz sob as escamas da
serpente que subreptícia desliza
no asfalto rumo à morte
não há restos de esquemas pré estabelecidos e
na capa das virgens aspirantes ao estrelato
há rasgos de um azul índigo
Roma aguarda.as quais vestais no
rescaldo de um texto consentido demais
nada porém faz sentido
( e como tal )
a palavra torna.se senhora do
universo pagão onde se
sabe unívoca no meio do torvelinho e onde
em consciência aspira ao sobressalto de
um texto concebido em contra.mão
convocam.se os acórdãos e
os símbolos ressentidos pelo abalo
recusam.se a responder ao ritmo
retiram.se da sala onde a orquestra aguarda
a chegada do maestro também ele
acoitado num absurdo equívoco
que tonteria!
ainda há quem tente salvaguardar
a narrativa........ ineficaz
um triste fim vai tomando conta de tudo e todos e
a palavra premonitória regressa às suas origens
ao texto inicial mas como este não lhe basta
proclama a independência como con
sequência da sua bastardia

tudo na escrita é visceral




-valeriy skrypka.
.
.
.