[ (des)construção ] .-ao ritmo camuflado de uma voz de comando

.
.
.



13 de outubro.........................................................................................
há uma raiva surda subcutânea que
atravessa a derme e alastra qual
centopeia pelo corpo........ um submundo
aventura.se e os corpos em putrefacção
esperam que os vermes os devorem
nada resiste à fome de quem não tem
nada para comer e um resto de vazio
perpassa pela razão dos iniqua
mente acometidos
ah! ,se o vómito os devorasse inteiros
passaria a haver uma razão para a
ignorância porque nada incomoda o vi
dente que nem a si mesmo se vê
ousa.se........ porém........ ao ritmo fastidioso
do segredo que teima em guardar e
mente........ mente........ mente........
incomensurável é a mentira do animal que rasteja
espera.o........
a ruína de um mundo em convulsão onde
a sua imagem projectada é o reflexo fugidio
de um repúdio muito maior........ nada o
perturba........ nem a estupidez personificada que
se movimenta no conformismo do seu poder
sim! ,porque repete à exaustão
eu quero........ eu posso........ eu mando
eu eu eu eu eu eu eu
a reserva irracional mas sempre pre
sente e que o acompanha de perto na bárbara
ilusão de quem não se olha ao espelho
bah! ,que fastio
ousem.se os danados porque é altura de
abrir os olhos........ soltar o grito........ levantar a voz e
se o demo ainda o permitir
de forçar as presenças e as ausências ao

som da cigarra que se ajusta ao espanto




-stanislav nedic.
.
.
.