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...............................................................................................28 de novembro
nos velhos poemas escondem.se sorrisos que
se espraiam em lágrimas transfeitas e
sílabas e folhas que
se rasgam de tão rasuradas
há ausências que se deixam
aforrar em memórias e
silêncios que se tornam o alimento da
verve sem que o pensamento aporte
há viagens iluminadas pelas chamas en
quanto os novos poemas
estendem os ramos às trevas
a fim de se recolherem
de manso
ao abraço de uma língua que de tão
retalhada
permite que a ocupem
que a dissequem
que a mastiguem
que lhe devorem as vísceras onde se acatam
as víboras
para que assim mutilada
reaja
em velhas lérias regorjeiam
novas estrofes
-valeriy skrypka.
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