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.......................................................................................20 de novembro
ouso o equilíbrio do verbo para reescrever.me
no absoluto de nós como se o desvario
consentisse tal ousadia
não há carta .não há marear perfeito
quando do mar faço o navio por onde o teu corpo
se estende sem temer o vento que sopra suão
atiro as cordas ao mastro maior a fim de
construir bonanças como se as ruínas deixadas
pelos invernos fossem náufragos de outras galeras
há ruídos torpes que me adormentam o verbo e eu
insisto
insisto
no ondear da seara pronta a galgar novas marés
sob o esgalho do canto
sinto.me orvalho rubro em bravo rosear
-santiago carbonel.
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