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..........................................................................................4 de janeiro
uma borboleta branca pousa dentro do poema e
no cansaço da escrita traz emprestada a canção do
tempo
é diferente esta borboleta
espelha o grito dos corpos em suspensão ao reservar
de manso
o derrame da minha imaginação
obriga.me a olhar o livro que adormece sobre a
mesa para nele inserir outras borboletas vestidas
de negro neste luto de mim e eu mitigada pelo retorno
da neve já não sei se o pranto é meu ou de quem me
inspira
quedo.me na aleivosia que me antecede para
espreguiçar.me sobre o papel que
teimosa
mente
adormece na minha frente enquanto as musas
cansadas de atropelos se resguardam na
antecâmara do silêncio
habito ( devagar ) este lugar feito do meu corpo e
entrego.me ao descalabro de um pensamento que
corre mais lesto do que eu
para de novo me antever pousada no requebro
da borboleta branca
simples memória de um tempo lido
-svetislav nedic.
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*ao meu amigo Luís Serrano que ,um dia ,me deu a conhecer "O peso da borboleta" ,de Erri de Luca
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