de corpo inteiro em mar azul
havida na solidão do amor
moldo.a com a espuma levantada
pelas quilhas dos barcos que
acostam a um porto seguro
rompem.se as vagas do acto de partir e
a pouco e pouco
a viagem destece a teia que
prende a mulher
ela não é uma mulher qualquer
antes
uma mulher em fuga para a noite
uma mulher cujo corpo estelar se abre e
dele dimana um texto feito de si e
em si
gótico como a catedral de saint.denis
imprimo o nome dessa mulher que
se cola a mim
destecida nas raízes da inocência
é branco o seu choro dentro das ondas que
lhe ceifam o corpo inteiro
mas é azul o mar
a sua respiração inicia o balanço moroso
ao ritmo das vagas habitadas pelo amor
dão.lhe um nome
perfeito
inscrito na ficha dos seus pés
abertos ao grito
a mulher de corpo inteiro
em mar azul habitua.se
lenta
mente
a murmurá.lo e a pronunciá.lo
para fora da sua solidão
redimida no texto feito de si e em si
na vigésima segunda hora
do primeiro dia
de um mês frio e
projecta.se como campo lavrado à vida
no interior do seu corpo



































